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quarta-feira, 15 de setembro de 2010

PMDB quer calar o PSOL


“Em tempos de democracia, o candidato Sérgio Cabral quer censurar o programa do PSOL. O que mostramos foi o que acontecia em 2006 na cúpula do poder no estado, inclusive exibindo a data do vídeo na tela. Por isso, confiamos na Justiça e aguardaremos sua decisão. Tratamos o caso com a seriedade que ele pede. Afinal, trata-se da verdade política e da correta informação do povo”, declarou o candidato do PSOL ao governo do estado, Jefferson Moura, ao saber da decisão do TRE-RJ de deferir a representação feita pelo PMDB, nesta sexta-feira, 03 de setembro, pedindo a retirada do programa do ar e o direito de resposta por ter o PSOL exibido, em seu programa de TV na quarta-feira, 1º de setembro, um vídeo de 2006, em que Cabral Filho elogia o ex-chefe de polícia e deputado estadual cassado Álvaro Lins. O PSOL tem 24 horas para recorrer da decisão do TRE-RJ e já o está fazendo, por meio do seu departamento jurídico.

“Ter, na Assembleia Legislativa, um deputado com a inteligência, com a vibração, a energia, o caráter de Álvaro Lins é fundamental para mim, como governador do Estado do Rio de Janeiro”, diz Cabral, no vídeo. Jefferson explicou por que decidiu usar em seu programa a imagem, gravada durante um evento da Polícia Civil, há quatro anos: “A despeito do que a candidatura de Sérgio Cabral tem dito, ela representa parte da velha política do Rio de Janeiro. Ele (Cabral) foi eleito senador e governador com o apoio de Rosinha Garotinho. A candidatura Cabral representa mais do mesmo. Cabral é referência de uma política de segurança que não tem compromisso com a mudança”, afirmou.

Álvaro Lins, chefe de Polícia Civil durante o governo Rosinha Garotinho, foi preso pela Polícia Federal em maio de 2008, acusado de formação de quadrilha, corrupção ativa e lavagem de dinheiro. Em 12 de agosto do mesmo ano, teve o mandato de deputado estadual cassado. Foi libertado em maio do ano passado, graças a um habeas corpus do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

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segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Brasil tem deficiências na Educação*

“Não basta que tenhamos sido bons, quando deixarmos o mundo. É preciso que deixemos também um mundo bom” (Bertold Brecht)

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) divulgou no dia 25 de novembro o Relatório de Monitoramento Global de Educação para Todos, no qual analisa
dados de 129 países do ano de 2006 referentes a matrículas no ensino primário, analfabetismo de jovens e adultos, além de repetência e evasão escolar e paridade entre gêneros no acesso à escola.

O Brasil aparece no relatório em 80º lugar, entre 129 países, ficando atrás de Cuba, Argentina, México, Bolívia, Equador, Venezuela e Paraguai. As nossas deficiências na educação nos permitem ter o índice de 0,901, elaborado com base no Índice de Desenvolvimento de Educação para Todos.

O Brasil tem a segunda maior taxa de repetência escolar na América Latina, com 18,7% na escola primária. Apenas o Suriname tinha o pior indicador, com 20,3%.

Alerta mundial

A Unesco alerta no relatório que o mundo não atingirá os objetivos de oferta e melhoria no ensino para o ano de 2015, que foram fixadas em 2000. Pelo menos 29 milhões de crianças continuarão fora da escola primária (eram 75 milhões em 2006) e cerca de 700 milhões de jovens e adultos permanecerão analfabetos (eram 770 milhões em 2006). A entidade quer que os países ricos doem US$ 7 bilhões, por ano, às nações pobres para investimentos em educação e com isso acelere o ritmo das metas.

Apesar das deficiências e dos baixos investimentos na educação pública, a Unesco prevê que o Brasil conseguirá cumprir a meta de universalização do ensino primário, reduzindo para 200 mil o número de crianças fora da escola em 2015.

Uma luta de todos

As desigualdades educacionais no mundo ameaçam as metas de 2015 da Unesco, em função dos governos dos países em desenvolvimento não investirem suficientemente na educação.
A ONU, a Unesco e os povos do planeta deveriam exigir dos países ricos o perdão das gigantescas dívidas externas das nações mais pobres. A sociedade brasileira precisa entender que o poder da mobilização popular e do voto são armas fundamentais na busca constante por uma educação pública de qualidade e pelo cumprimento constitucional de aplicação dos 25% dos recursos
públicos na educação pelos governos municipais, estaduais e federal. Só o povo organizado é capaz de exigir e garantir mais investimentos na educação. Estamos permanentemente nesta luta.

É a nossa guerra!

*Almir Paulo